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Glossário

Merlot (uva)

O Merlot é uma das castas tintas mais cultivadas e apreciadas do mundo, com presença expressiva em praticamente todas as regiões vinícolas do globo. Originária de Bordeaux, na França — onde seu nome pode derivar do francês "merle" (tordo), ave que aprecia suas bagas maduras —, a casta já aparece em registros do século XVIII e tornou-se a mais plantada do Bordeaux. É uva dominante no lado direito do Gironda (Pomerol e Saint-Émilion), onde produz alguns dos vinhos mais caros e reverenciados do planeta, como o lendário Château Pétrus.

O Merlot é uma das castas tintas mais cultivadas e apreciadas do mundo, com presença expressiva em praticamente todas as regiões vinícolas do globo. Originária de Bordeaux, na França — onde seu nome pode derivar do francês "merle" (tordo), ave que aprecia suas bagas maduras —, a casta já aparece em registros do século XVIII e tornou-se a mais plantada do Bordeaux. É uva dominante no lado direito do Gironda (Pomerol e Saint-Émilion), onde produz alguns dos vinhos mais caros e reverenciados do planeta, como o lendário Château Pétrus.

O Merlot caracteriza-se por bagas grandes, casca relativamente fina, baixa acidez natural e taninos mais macios do que seu parente próximo, o Cabernet Sauvignon. No perfil sensorial, os vinhos de Merlot apresentam aromas de ameixa, cereja preta, mirtilo, chocolate ao leite, violeta e, com envelhecimento, couro e café. O corpo é médio a pleno, os taninos são sedosos e a acidez moderada confere um caráter redondo e acessível mesmo em vinhos jovens. Essa acessibilidade e versatilidade fizeram do Merlot um favorito de consumidores iniciantes e experientes.

Além de Bordeaux, o Merlot brilha na Toscana (especialmente na chamada "Super Tuscans" e na DOC Bolgheri), na Califórnia (Napa Valley e Sonoma), no Chile (onde produziu alguns vinhos extraordinários erroneamente vendidos como Merlot — a casta era na verdade Carménère), na Argentina, no Brasil (especialmente na Serra Gaúcha), na Austrália e na Nova Zelândia. Na harmonização, o Merlot é dos vinhos tintos mais gastronômicos: combina com carnes vermelhas em molhos encorpados, macarrão ao ragù, aves recheadas, cogumelos, risoto de funghi e queijos semi-curados. Sua suavidade tánica permite ainda acompanhar pratos moderadamente delicados onde um Cabernet seria excessivo.