Glossário
Método Charmat
O Método Charmat — também chamado de método italiano, método cuve close ou método em autoclave — é uma técnica de produção de espumantes na qual a segunda fermentação, responsável pela criação das borbulhas, acontece em grandes tanques de aço inoxidável pressurizados (chamados autoclaves), e não dentro da garrafa. O método foi patenteado pelo engenheiro francês Eugène Charmat em 1907, mas foi amplamente desenvolvido e popularizado na Itália, razão pelo qual é frequentemente denominado método italiano.
O Método Charmat — também chamado de método italiano, método cuve close ou método em autoclave — é uma técnica de produção de espumantes na qual a segunda fermentação, responsável pela criação das borbulhas, acontece em grandes tanques de aço inoxidável pressurizados (chamados autoclaves), e não dentro da garrafa. O método foi patenteado pelo engenheiro francês Eugène Charmat em 1907, mas foi amplamente desenvolvido e popularizado na Itália, razão pelo qual é frequentemente denominado método italiano.
No processo, o vinho base é transferido para autoclaves com adição de açúcar e leveduras, onde fermenta sob pressão controlada por um período que pode variar de algumas semanas a vários meses. Após a segunda fermentação e estabilização, o vinho é filtrado sob pressão (para não perder o gás) e engarrafado diretamente. Por não haver o longo contato com as borras de leveduras que caracteriza o método champenoise, os vinhos produzidos pelo Charmat tendem a preservar melhor os aromas varietais primários e a frescura da fruta, produzindo bolhas um pouco maiores e menos persistentes do que as do método tradicional.
O Prosecco (DOC e DOCG) é o representante mais famoso e consumido do método Charmat no mundo, sendo obrigatório em sua regulamentação. O Asti Spumante e a Moscato d'Asti italianos também seguem variações desse método. No Brasil, grande parte dos espumantes de consumo cotidiano é produzida pelo método Charmat, resultando em produtos acessíveis, frutados e refrescantes. A escolha entre o Charmat e o método tradicional é, antes de tudo, uma decisão de estilo: enquanto o segundo prioriza complexidade e textura, o primeiro exalta frescor e expressão varietal.