Glossário
Leve
No vocabulário da degustação, "leve" descreve um vinho de corpo reduzido, com baixa densidade na boca, taninos discretos (no caso dos tintos) e, frequentemente, teor alcoólico moderado a baixo. Um vinho leve não preenche o palato com a mesma presença que um vinho encorpado: a sensação é mais fluida, etérea, quase aquosa em comparação — e isso não é necessariamente uma crítica, mas sim uma caracterização de estilo.
No vocabulário da degustação, "leve" descreve um vinho de corpo reduzido, com baixa densidade na boca, taninos discretos (no caso dos tintos) e, frequentemente, teor alcoólico moderado a baixo. Um vinho leve não preenche o palato com a mesma presença que um vinho encorpado: a sensação é mais fluida, etérea, quase aquosa em comparação — e isso não é necessariamente uma crítica, mas sim uma caracterização de estilo.
Tecnicamente, a leveza de um vinho resulta de uma combinação de fatores: castas naturalmente de baixa extração (como Pinot Noir, Gamay ou Garganega), solos que privilegiam a elegância em vez da concentração (como os solos calcários da Borgonha ou os vulcânicos do Beaujolais), vinificações com maceração curta e pouca extração, e rendimentos mais elevados no vinhedo, que diluem a concentração dos compostos presentes nas bagas. Climas mais frescos também contribuem para menor acumulação de açúcar e, portanto, menor álcool e corpo.
Vinhos leves têm vantagens práticas e gastronômicas consideráveis: são mais versáteis à mesa, funcionam bem servidos ligeiramente refrigerados e harmonizam com pratos delicados que seriam dominados por vinhos encorpados — saladas, peixes grelhados, frango, comida japonesa, embutidos suaves. O Beaujolais Villages, o Vinho Verde português, o Bardolino italiano e certos Pinots Noirs de clima frio são exemplos clássicos de vinhos leves que conquistas pelo frescor e pela bebibilidade, e não pela potência.