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Lees (Borras finas)

As borras finas (em inglês, lees; em francês, lies) são os sedimentos que se depositam no fundo do recipiente após a fermentação alcoólica, compostos principalmente de leveduras mortas ou inativas, fragmentos de células, proteínas e partículas orgânicas diversas. Diferentemente das borras grossas — que incluem pedaços de engaço, sementes e polpa, e são geralmente separadas logo após a fermentação —, as borras finas são muito mais sutis e são frequentemente mantidas em contato intencional com o vinho por semanas, meses ou até anos.

As borras finas (em inglês, lees; em francês, lies) são os sedimentos que se depositam no fundo do recipiente após a fermentação alcoólica, compostos principalmente de leveduras mortas ou inativas, fragmentos de células, proteínas e partículas orgânicas diversas. Diferentemente das borras grossas — que incluem pedaços de engaço, sementes e polpa, e são geralmente separadas logo após a fermentação —, as borras finas são muito mais sutis e são frequentemente mantidas em contato intencional com o vinho por semanas, meses ou até anos.

Essa prática, conhecida como "maturação sobre as borras" (sur lie, em francês), é especialmente difundida na produção de vinhos brancos em regiões como o Muscadet (Loire), Borgonha e Alsácia, além de ser elemento central na produção de Champagne e espumantes pelo método tradicional. O contato prolongado com as borras finas provoca um processo chamado autólise: as enzimas das leveduras degradam sua própria parede celular, liberando compostos como manoproteínas, polissacarídeos e aminoácidos no vinho. O resultado é uma textura mais cremosa e untuosa, maior complexidade aromática (notas de brioche, pão fresco, biscoito, creme), além de maior estabilidade coloidal e proteica do vinho.

O winemaker pode potencializar o processo realizando o bâtonnage — mexer regularmente as borras com um bastão para mantê-las em suspensão e ampliar a troca de compostos. A decisão sobre por quanto tempo manter o vinho sobre as borras é uma ferramenta fundamental de estilo: mais tempo resulta em maior riqueza e estrutura, mas também exige controle rigoroso para evitar o aparecimento de aromas redutivos indesejáveis.