Glossário
Encorpado
Um vinho encorpado é aquele que apresenta peso e densidade na boca — uma sensação de plenitude e volume no paladar que remete a algo substancial, quase como a diferença de textura entre água e leite integral. O corpo de um vinho é determinado pela combinação de álcool, glicerina, açúcares residuais, extrato seco (taninos, minerais, compostos fenólicos) e, em menor medida, pela acidez.
Um vinho encorpado é aquele que apresenta peso e densidade na boca — uma sensação de plenitude e volume no paladar que remete a algo substancial, quase como a diferença de textura entre água e leite integral. O corpo de um vinho é determinado pela combinação de álcool, glicerina, açúcares residuais, extrato seco (taninos, minerais, compostos fenólicos) e, em menor medida, pela acidez.
Do ponto de vista enológico, o álcool é o principal responsável pelo corpo: vinhos com teor acima de 14% vol. tendem a ser percebidos como mais encorpados, pois o etanol confere viscosidade e peso à textura. A glicerina — subproduto da fermentação alcoólica — também contribui significativamente, adicionando maciez e redondeza. Taninos polimerizados de vinhos bem maduros acrescentam estrutura sem aspereza. Regiões quentes, como Châteauneuf-du-Pape, Ribera del Duero, Barossa Valley e Napa Valley, são famosas por produzir vinhos naturalmente encorpados, pois o calor favorece maturação plena das uvas e acúmulo de açúcares (que se convertem em maior teor alcoólico).
Na linguagem da degustação, o corpo é frequentemente classificado em uma escala de leve (como um Pinot Noir da Borgonha ou um Vinho Verde branco) a médio (Chianti Classico, Chardonnay do Mâconnais) e encorpado ou full-bodied (Cabernet Sauvignon de Napa, Syrah do Hermitage, Malbec de Mendoza). A escolha do vinho pelo corpo é essencial na harmonização: pratos intensos e gordurosos pedem vinhos encorpados que não sejam apagados pela comida, enquanto preparações delicadas se saem melhor com vinhos mais leves.